Desde 1997 que o GUIÃO – Centro de Estudos
Portugueses, antes mesmo da sua fundação oficial em 2001, recomeçou a celebrar
grandes eventos históricos na Capela de S. Jorge, mandada erigir por D.
Nun’ Álvares Pereira no Campo onde tinha orado, na véspera da Batalha Real, dita
de Aljubarrota: assim chamada por ser esta, à época, a povoação mais próxima,
mas situada a cerca de uma dezena de quilómetros.
A partir da comemoração do 617.º aniversário da
batalha em 1385, no ano de 2002, passámos a ser formalmente convidados, como
associação de estudos históricos da Portugalidade, para todas as
cerimónias oficiais, às quais nos associámos por extensão das bem sucedidas
parcerias que estabelecemos, por protocolos de cooperação, com a Sociedade
Histórica da Independência de Portugal, a Fundação Batalha de Aljubarrota, o
Centro de Interpretação da Batalha e a Fundação Histórico-Cultural Oureana.
Contam-se hoje já dez anos de boa colaboração e objectivos atingidos, ao
celebrarmos o 627.º aniversário do recontro que confirmou a independência de
Portugal face a Castela, por intermédio da clarividência e inspiração
estratégico-militar do nosso maior cabo de guerra: o Condestável de Portugal,
hoje São Nuno de Santa Maria, que veneramos na Capela Votiva, que ajudámos a
inaugurar no Palácio da Independência em 2010, um ano após a sua canonização.
É,
assim que, como nossos Patronos que sempre
venerámos, a D. Nuno se junta D. Henrique, o Navegador: desde visitas à Casa do
Infante, no Porto que o viu nascer, até à Fortaleza de Sagres, Vila do Bispo,
Lagos e Tomar, que o acolheram, se deslocaram delegações comemorativas do
Guião, nos aniversários do seu nascimento.
Celebrando as datas históricas tradicionais da Portugalidade, inspiramo-nos no passado, para preparar
o futuro:
6 de Janeiro, Dia de Reis e da
Amizade tradicional, em homenagem a um dos “nossos” octogenários que se
tenha distinguido ao serviço da Pátria, no seu percurso de vida;
4 de Março, Aniversário do Infante D. Henrique, empreendedor dos Desco-brimentos Portugueses;
26 de Abril, Dia de São Nuno de
Santa Maria, Missa de Acção de Graças, na Capela Votiva, no aniversário da
sua canonização em 2009, pelo Papa Bento XVI, no Vaticano;
10 de Junho, Dia de Portugal, de
Camões e das Comunidades Portuguesas;
14 de Agosto, Batalha Real, dita
de Aljubarrota;
25 de Outubro, Tomada de Lisboa e
Dia da Portugalidade, quando o seu jovem primeiro Rei conquista a Capital
do Reino de Portugal, dos Algarves, dos Descobrimentos das sete partidas do
Mundo e do futuro Império Ultramarino;
1.º de Dezembro, Restauração da
Independência em 1640 e Dia do Guião, aniversário do manifesto de
constituição em 1999;
8 de Dezembro, Dia de Nossa Senhora
da Conceição, Raínha e Padroeira de Portugal, aniversário da coroação da
Imagem da Senhora, em Vila Viçosa.
Mais de duas centenas de missões culturais,
que completam o curriculum vitae do
Centro de Estudos Portugueses, levaram muitas centenas de associados em
“viagens de estudo no território nacional e” na diáspora, “onde a presença
portuguesa estiver assinalada” (art.º 3.º dos Estatutos).
Alicerçam estas e outras actividades
previamente programadas, as reuniões de convívio às 2.ªs e 4.ªs terças-feiras
de cada mês, as mesas redondas mensais dos Colóquios da Portugalidade e o
Arquivo Histórico Contemporâneo, com os milhares de artigos museológicos e
bibliográficos do seu acervo, doado pelos sócios ao longo dos anos.
Nenhum outro local histórico do
solo pátrio seria mais digno que S. Jorge e o Patrono Santo Condestável, para
uma década de peregrinações. Por tal motivo, como parte integrante dos
programas celebrativos
enriquecemo-los, nos últimos anos, com a apresentação dos 7 Cadernos da
Portugalidade que editámos. Em 2012, contudo, atingimos treze anos de
existência oficial do Guião e queremos assinalá-los com a divulgação do
complemento informático da nossa Folha, através do blogue http://
guião-centro-de-estudos-portugueses.blogspot.pt que
agora, terminado o período experimental, estará ao
vosso dispor, regularmente actualizado. Estamos grandemente esperançados que a
informatização das
nossas notícias e programas de actividades possa contribuir para o alargamento das
bases associativas, pela adesão de novos potenciais sócios, necessários aos
nossos saudáveis projectos de divulgação histórico-cultural.
A Direcção
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